24/11/2010

Como uma libélula presa

 Não há motivos pra eu precisar do seu abraço agora. Mas eu preciso. E o destino insiste em te colocar no meu caminho todas as vezes que me acostumo a não gostar de você. Como se não bastasse, eu passo a me encantar mais e mais por você, há memórias espalhadas pelo o chão, alcançando o telefone, mas eu resisto em não te ligar, porque eu preciso te esquecer, porque com o tempo eu preciso não lembrar dos teus beijos, das tuas promessas e nem do teu jeito, e com o tempo eu preciso não mais sonhar contigo e esquecer cada mínimo detalhe que me faz lembrar você. Não há motivos pra eu precisar beber. Mas eu preciso, só pra assim realmente eu conseguir esquecer você, nem que seja só por aquele minuto, por aquela hora, por aquela noite. E quando o efeito do álcool chegar talvez eu já não consiga mais te amar.